Espaço destinado para analisar e discutir vida e obra de Maria Teresa Horta!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Esboço...

Feminismo, lirismo, erotismo, crítica à sociedade de modo geral, são só algumas das características das obras dessa grande e premiada escritora portuguesa, infelizmente, não muito conhecida pela massa popular! 
Abaixo uma breve biografia extraída de sua página oficial! 





"A poetisa, escritora e jornalista Maria Teresa Horta (MTH) nasceu em Lisboa, onde frequentou a Faculdade de Letras. Ainda jovem, foi a primeira mulher dirigente cineclubista em Portugal, no ABC Cineclube de Lisboa. Na poesia, estreou-se em 1960 com o título premonitório 'Espelho Inicial', e no ano seguinte foi uma das promotoras da obra colectiva Poesia 61, na qual participou com o caderno 'Tatuagem'. Tendo iniciado a carreira jornalística em 1969 no vespertino "A Capital", com a coordenação do suplemento "Literatura e Arte", publica em 1971 'Minha Senhora de Mim', obra considerada um marco na criação poética feminina em Portugal. Apreendido de imediato pela polícia política da ditadura, o livro esteve na origem de uma campanha de ameaças, insultos e de uma agressão à autora na via pública por três serventuários do regime. O ano seguinte, 1972, é o da publicação, em co-autoria com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, das 'Novas Cartas Portuguesas', livro que valeu às escritoras (as Três Marias, como ficaram internacionalmente conhecidas) um processo judicial por "pornografia e ofensas à moral pública", expediente com que o regime de Caetano tentou silenciar uma obra de denúncia do atraso da sociedade portuguesa da altura e, em especial, da situação de profunda discriminação e inferioridade a que a mulher estava sujeita. A forte corrente de solidariedade feminista internacional com as autoras acabou por contribuir para um ainda maior isolamento do regime fascista.Encerrado o processo com uma sentença absolutória já no pós-25 de Abril, MTH fundou então, com Maria Isabel Barreno e outras feministas, o Movimento de Libertação das Mulheres e foi chefe de redacção e dinamizadora da revista "Mulheres" entre 1977 e 1988. Neste período militou no PCP, partido que abandonou em 1990. Entretanto manteve, até aos dias de hoje, uma intensa criação poética e ficcional, tendo, já em 2006, publicado em França 'Les Sorcières – Feiticeiras', edição bilingue da Actes Sud, com tradução de Catherine Dumas. No Brasil, saem em 2007 'Antologia Pessoal + 22 poemas inéditos' (7letras, Rio de Janeiro), 'Palavras Secretas' (antologia da editora Escrituras, Fortaleza) e, em 2009, 'Poemas do Brasil' (Editora Brasiliense, S. Paulo). Em Setembro de 2007 foi convidada a abrir o XXI Encontro dos Professores Brasileiros de Literatura Portuguesa, na Universidade de S. Paulo, tendo ainda apresentado uma comunicação sobre a sua vida e obra no Real Gabinete Português de Leitura, do Rio de Janeiro. Em Setembro de 2009 foi homenageada em Natal, Brasil, no âmbito do IV Seminário Internacional Mulher e Literatura e voltou a apresentar uma comunicação ao XXII Encontro dos Professores Brasileiros de Literatura Portuguesa (ABRAPLIP), em Salvador (Bahia). Maria Teresa Horta é descendente em quinta geração da Marquesa de Alorna, a escritora e poetisa pré-romântica a quem dedicou o romance "As Luzes de Leonor" (2011) e está casada desde 1964 com o jornalista Luís de Barros. Tem um filho, Luís Jorge Horta Barros (casado com Maria Antónia Peças Pereira), e dois netos, o Bernardo e o Tiago."


Fonte: https://www.facebook.com/pages/Maria-Teresa-Horta-P%C3%A1gina-Oficial/163002943815613?sk=info



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